A norte americana Taylor Barron descreve suas ilustrações como se fosse um conjunto de escadas de Escher. “De alguma forma, elas conectam as diferentes partes da minha identidade, minha percepção dos outros e a busca subjacente por entender e ser entendida.” Nascida em Seattle e agora radicada em Paris, Taylor cria imagens vibrantes e surreais que exploram as complexidades da identidade e da existência no mundo moderno.
Seu trabalho abrange ilustração digital, acrílicos e lápis de cor, inspirados por uma mistura eclética de artistas como Dora Maar, Frida Kahlo, Jane Graverol, Mary Cassatt, Toshio Saeki, Alice Neel e Hayao Miyazaki. Taylor mistura uma paleta lúdica com temas mais sombrios, “para preencher a lacuna entre aparência, emoções e realidade ”, ela revela. Esses desenhos exploram uma variedade de temas, como sua experiência de neurodivergência, imagem corporal, feminismo e “o absurdo geral que acontece por se estar vivo.”
Tudo isso é influenciado por suas experiências pessoais. “Encontrar o equilíbrio entre se retirar e buscar uma conexão genuína é algo que ainda não descobri ”, declara. “Mas nas vezes em que senti necessidade de me isolar, o ato de criar se tornou um mecanismo terapêutico.” As contradições são refletidas em suas imagens – uma atmosfera onírica imbuída de símbolos do mundo real, como iPhones ou um maço de Sertralina. Ao brincar com a linha entre o absurdo e a introspecção, Taylor convida a questionar e confrontar nossas próprias realidades internas e como nos relacionamos conosco e uns com os outros também. Conheça aqui mais de seu trabalho.