Aqui está uma história divertida (e inspiradora) de Peter Grasse, fundador da agência e produtora Mr+Positive. Ela conta como uma filmagem que terminou mais cedo, um grupo de estagiários de verão, a jaqueta de Robert Evans e uma leve crise existencial pós-Cannes inspiraram um curta-metragem sobre otimismo, criatividade, possibilidades — e sobre como contar as histórias do século XXI. 

Uma filmagem que termina antes do previsto é algo raro e maravilhoso. Naquele dia específico, de repente nos vimos com uma equipe, alguns equipamentos e algumas horas livres inesperadas. Também estávamos acompanhados por um grupo de estagiários de verão. Então, em vez de fazer o que seria sensato — ir para casa —, decidimos criar algo.

Eu tinha assistido recentemente a “The Kid Stays in the Picture”, o documentário sobre o lendário produtor de Hollywood Robert Evans. Um momento que me marcou foi uma antiga filmagem de estúdio na qual Evans se dirigia diretamente aos executivos da Paramount, defendendo uma maior ambição criativa e uma forma diferente de contar histórias.

Aquilo era, ao mesmo tempo, persuasão, performance e uma declaração de intenções feita com muito estilo. Evans esbanjava confiança, convicção e usava um blazer incrível. Por coincidência, eu tinha um blazer praticamente igual. Isso parecia motivo suficiente para fazer um filme. É claro que eu não sou Robert Evans e a Mr+Positive não é a Paramount.

E nosso escritório em Tóquio não chega a ser Hollywood Hills — embora tenhamos um terraço e uma vista muito boa. Mas havia algo na sinceridade teatral dele que me atraía. Ele estava fazendo um show, sem dúvida, mas também falava com total convicção. Esse era o tom que eu buscava: seriedade, sem nos levarmos a sério demais.” Vale muito a pena conferir o resultado, abaixo.