Um pouco sobre o encontro “Como a arquitetura pode desenhar o futuro das cidades”, com a mediadora: Priscila Ceolin (arquiteta / urbanista / presidente CAU – ES), e participação de Ana Ferreira Pankararu (arquiteta / urbanista), Catê Poli (arquiteta / paisagista), Filipe Boni (arquiteto / fundador – UGreen).

Nesse encontro, o assunto gira em torno das questões inerentes ao envelhecimento. Seja do ponto de vista do desenvolvimento pessoal ou profissional, seja do mercado em geral. É fato público e notório que a população vem mudando na configuração demográfica no mundo todo, com taxas de natalidade cada vez menores e expectativa de vida avançando exponencialmente, fruto dos avanços da ciência.

Em pouco mais de duas décadas, o número de brasileiros maiores de 60 anos dobrou – de 15,2 milhões, na virada do milênio, para 33 milhões, em 2023. A tendência só tende a crescer: a projeção demográfica indica que, até 2070, o país deverá ter cerca de 75,3 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, representando 37,8% da população, segundo o IBGE. Isso significa que o público 60+ já deixou de ser um nicho de mercado para se tornar um segmento de massa, e com uma movimentação econômica nada desprezível.

Estima-se que a chamada “economia prateada”, em um estudo feito pela Data8, com pessoas com idade a partir de 50 anos, movimentou R$ 1,8 trilhão do “consumo privado total” do Brasil, o que representa 24% do consumo das famílias em 2024, e que essa fatia deve chegar a 35% em 2044. No Brasil, essa realidade encontra ainda mais desafios, pois a desigualdade social acaba interferindo na busca de soluções que possam contribuir para que as pessoas mais velhas tenham oportunidades e qualidade de vida.

Com um foco mais voltado para o universo da comunicação e da produção cultural, os participantes levantaram alguns pontos relevantes. A necessidade de buscar, dentro do possível, alternativas para empreender ou apoiar outras pessoas dessa faixa etária, 50+, que abriram pequenos negócios independentes.

Existe um preconceito claro e facilmente visível na sociedade nessa questão, o etarismo, que influencia tanto na parte que limita o mercado na hora de acrescentar esse público nas campanhas publicitárias e nas produções culturais, quanto na hora de considerar o quanto poderia ser eficiente mesclar nas empresas pessoas de idades diferentes.

Dessa forma, como todo mundo está envolvido no problema, pessoalmente ou com pais ou avós, por exemplo, cabe a todos juntar forças para que, aos poucos, essa seja mais uma conquista civilizatória da sociedade. Segue alguns conteúdos do evento.