Há cerca de 18 anos, Danielle Clough se deparou com uma edição vintage da revista Playboy em um antiquário. A princípio, pareceu subversivo e errado folhear suas páginas — afinal, era considerada “somente para adultos.” Só que, quanto mais lia, mais ela reajustava suas expectativas. No fim das contas, a edição se desviou de “assuntos insossos”, transbordando, em vez disso, com “imagens artísticas, longas histórias de não ficção e artigos interessantes”, segundo a artista sul-africana.

“Não me entenda mal — nem tudo é assim“, revela Clough. “Mas minhas ideias preconcebidas sobre ela e sobre como as coisas eram no passado eram muito equivocadas.” Não demorou muito para que a artista se apegasse aos muitos anúncios e editoriais da revista, o que a levou a traduzir o visual dos anos 1970 em bordados vibrantes.

Em suas superfícies altamente saturadas e texturizadas, a artista isola imagens de garotas pin-up, cowboys, olhos e anúncios de seus contextos originais, convidando os espectadores a “tirar novas conclusões por si mesmos”. Vale a pena conhecer aqui mais sobre seu trabalho.

