Os trabalhos vibrantes do ilustrador Daniele Castellano remetem a muitas coisas: são assustadores, hiperdetalhados, fantásticos e nunca entediantes. Com imagens baseadas nos mistérios da memória, da psicologia e das “sensações corporais“, Daniele frequentemente se envolve com a mitologia, se inspirando na simbologia dos mundos oníricos e nas narrativas ambíguas e perturbadoras que neles se escondem.

Às vezes, o artista italiano retrata imagens clássicas que todos já vimos em filmes de terror: olhos sinistros e brilhantes espreitando debaixo da cama, fantasmas etéreos na floresta, as maldições que inspiram superstições – e outras vezes, Daniele se inspira diretamente em formas mais suaves de fantasia, especialmente no gênero dos dragões.

É como uma nova série de Eragon, onde cada dragão tem sua própria personalidade visual e, de alguma forma, em um gênero de desenho que aparentemente já explorou todos os tipos de dragão já concebidos, o profissional encontra um novo terreno. Em “Ancião no Bosque”, por exemplo, um dragão cor de vinho está enroscado atrás de um punhado de folhas de outono.

Não é assustador, mas faz parte do que torna os mundos mágicos de Daniele tão próximos dos nossos. Inspirado pelos livros ilustrados de Edward Gorey, Chris Van Allsburg, Guy Billout e Luigi Serafini, autor do Codex Seraphinianus, ele canaliza a “liberdade imaginativa e a lógica enigmática” encontradas nessas obras para construir suas próprias leituras. Conheça aqui mais coisas da artista.