A categoria Glass: The Lion for Change recebeu 122 inscrições, e o júri concedeu 5 Leões: 1 de Ouro, 1 de Prata e 2 de Bronze; o Grand Prix foi entregue ao trabalho “Nigrum Corpus“, criado pela agência Artplan (São Paulo) para a IDOMED e o Instituto Yduqs. O projeto transformou uma injustiça abstrata — o racismo — em uma realidade que médicos são treinados para reconhecer e tratar, mudando a forma como a medicina enxerga, estuda e cuida de pacientes negros.

A presidente do júri da categoria Glass: The Lion for Change, Monique Nelson (presidente executiva da UWG), afirmou: “O Grand Prix foi concedido a ‘Nigrum Corpus’, um livro didático de medicina multimodal que trata o racismo como uma doença e o combate no âmbito educacional. O que diferenciou este trabalho foi o rigor na documentação, na quantificação e na pesquisa sobre a experiência vivida por pacientes negros.

Tudo isso traduzido em ação. Adotado pela mais alta autoridade médica do Brasil e endossado pela OMS, o projeto agora redefine o ensino médico e humaniza os corpos negros para um público estimado em 2 bilhões de pessoas em todo o mundo.” Destaques para a qualidade impressionante das ilustrações e da direção de arte do livro. Vale muito conferir.

