A prática de Weronika Marianna transita entre o desenho, a pintura e, mais recentemente, a animação. Depois de, de forma bastante impulsiva, criar uma sequência quadro a quadro de uma figura animada se fundindo a uma paisagem montanhosa usando tinta sobre papel há alguns anos, a artista iniciou sua jornada na animação analógica, que, segundo ela, é “um buraco sem fundo do qual nunca quero sair”.

“Essa sensação de fluxo contínuo e sem limites permeia tanto minha vida quanto meu trabalho. Na animação, encontrei a maneira mais fascinante de interpretar o mundo em constante movimento.” Esse sentimento de fluidez e evolução também fundamenta os temas de grande parte da obra de Weronika: a natureza e o corpo. Suas cenas sombrias, místicas e delicadas frequentemente se inspiram no universo dos “grimórios eslavos e do folclore ancestral”, revela.

Originária de Varsóvia, a animadora cresceu em uma vila no leste da Polônia, onde “contos populares se misturavam com hagiografias de santos católicos”, relata. Essa faceta mais complexa e misteriosa de suas inspirações culturais oferece à artista uma maneira de explorar o lado sombrio da experiência humana em sua obra. “Hoje, vejo essas histórias como alegorias da psique humana, uma forma de acessar o que muitas vezes é reprimido: sexualidade, dor, morte.” Conheça aqui mais do trabalho da artista.

