A fotógrafa Sophie Green documenta a realidade que bate à sua porta; ela é fascinada por quem – e o quê – compõe a cultura britânica e suas comunidades “em camadas, alegres e, muitas vezes, silenciosamente resistentes“. O novo livro de Sophie, Tangerine Dreams, é o ápice de uma década de documentação, abrangendo congregações espiritualistas de Aladura, comunidades de bondes modificados, bandas marciais, grupos de dança, cowboys britânicos, exposições de cães, fãs de corridas de cavalo, salões de cabeleireiro afro de Peckham e dançarinos irlandeses.

À luz das notícias constantes sobre o nacionalismo britânico e o hasteamento da bandeira, o trabalho de Sophie é particularmente importante para dissolver a exclusividade por meio da compreensão e do empoderamento. É evidente que a Grã-Bretanha é um caleidoscópio cintilante e caótico que merece ser libertado dos clichês por meio de um olhar mais atento aos seus elementos constitutivos.

Ao documentar esses diversos nichos da vida britânica, Tangerine Dreams busca “desafiar os clichês estreitos que há muito definem a identidade britânica, narrativas frequentemente centradas na branquitude, valores de classe média e alta e estereótipos culturais limitados“, compartilha a profissional. Sophie trabalhou com a agência de design Colville-Walker na curadoria do álbum de fotos.

Por meio do álbum, ela pretende “construir um arquivo visual que reflita as complexidades da identidade britânica e que valorize a diversidade cultural, a representatividade e a humanidade compartilhada.” Através de documentação de longo prazo, os retratos de Sophie são uma janela para as memórias coletivas de comunidades negligenciadas, sonhos e vidas que já estão sendo realizados sem uma lente para registrar. Conheça aqui muito mais do trabalho incrível da artista.