Os chimpanzés são nossos parentes genéticos mais próximos entre os grandes símios, compartilhando muitas características conosco, como o uso de ferramentas, estruturas sociais e até mesmo a capacidade de empatia. No entanto, um novo relatório de pesquisadores da University of Exeter revela outra semelhança surpreendente entre nós e os chimpanzés: nosso talento de compartilhar momentos para consumir álcool.
No Parque Nacional de Cantanhez, na Guiné-Bissau, os pesquisadores conseguiram filmar chimpanzés selvagens comendo e compartilhando a fruta Treculia africana fermentada naturalmente (também conhecida como fruta-pão africana) contendo álcool, em 10 ocasiões diferentes. Esta filmagem rara revela um vislumbre fascinante de como nossa relação com o álcool pode ter começado — e como os chimpanzés podem estar usando isso para se conectar e criar laços entre si.
Câmeras ativadas por movimento capturaram chimpanzés reunidos ao redor das árvores de fruta-pão africana, mastigando alegremente a fruta e passando adiante como se estivessem compartilhando uma garrafa de vinho em uma festa. Testes posteriores revelaram que a fruta continha etanol — o mesmo álcool encontrado na cerveja e no vinho — com níveis que chegavam a 0,61% ABV (teor alcoólico por volume). Embora seja uma quantidade modesta em comparação com o que os humanos bebem, pode aumentar com o tempo, especialmente considerando que 60% a 85% da dieta de um chimpanzé é composta de frutas.



