O inglês Pat Thomas, artista radicado em Londres, trabalhava em muitos briefings editoriais com entregas rápidas e orçamentos baixos. Precisando trabalhar rapidamente com tinta e colorização digital, Pat começou a se sentir desamparado por ficar olhando para o computador o dia todo. “Cmd+z não existe no papel“, revela o profissional, refletindo sobre como estava distante da natureza contemplativa e muitas vezes falha dos desenhos feitos à mão.

Durante uma visita de fim de semana aos seus pais na Cornualha, ele começou a desenhar a partir de fotos de família, usando giz de cera que ganhara de criança, despertando uma sensação catártica ao recapturar memórias nostálgicas – o sofá em que ele interpretava Tony Hawk por horas, ou o abajur xadrez na mesa de cabeceira dos seus pais. “Comecei a me sentir intrigado com a ideia de que cada um desses objetos me trazia tanto conforto e, ao desenhá-los, eu de alguma forma os mantinha vivos“, revela Pat.

Em seu trabalho mais recente, Room Tour, ele se volta para objetos, roupas e padrões, injetando novos significados. Inspiradas pelas “estranhas cadeiras ergonômicas norueguesas”, pelas esculturas de Henry Moore e por Florence Broadhurst, designer australiana de papéis de parede, as ilustrações de Pat são acolhedoras, caleidoscópicas e surreais.

A vibração de seus lápis de cor confere a essas imagens um toque especial, enquanto o caos de seus movimentos – texturas conflitantes, ângulos distorcidos e figuras convergentes – adiciona um toque cinético à tranquilidade dessas cenas íntimas. Conheça aqui mais de seu trabalho.