Nos primeiros anos do quarteto, o baterista da banda Blur raramente era encontrado sem uma câmera – registrando tudo o que acontecia entre os shows. Um novo livro publicado pela Hero Press reúne essas fotografias encantadoras e sem filtros. Antes do álbum Parklife, de 1994, levá-los ao estrelato, o Blur era como muitas outras bandas à beira do sucesso; em turnês incessantes; dormindo pouco; e animada por dias sem fazer nada além de se dedicar a novas melodias, letras e batidas.

O que poucas dessas bandas têm é uma extensa documentação em primeira mão de seus primeiros dias, mas para o Blur isso é algo que o baterista Dave Rowntree guardava em caixas há décadas. Agora, suas fotos improvisadas de cochilos inesperados, passeios de montanha-russa e perambulações sem rumo por novos países e continentes (todas tiradas exclusivamente com sua fiel Olympus OM-10) foram publicadas pela primeira vez em um novo álbum de fotos, No One You Know.

Foi somente durante os lockdowns da Covid que Dave percebeu – depois de ter descartado as imagens como meros “instantâneos” para seu próprio deleite – que tinha algo realmente especial: um retrato sem filtros de quatro músicos (e amigos), que não foi estilizado, planejado ou dirigido, como costuma ser a maioria das mídias visuais tradicionais ligadas à indústria musical.

Em conversa com alguns jornalistas, Dave detalha a experiência de tirar essas fotos, todas alimentadas pela empolgação que sentiu quando era um jovem de vinte e poucos anos que deixou um emprego no departamento de informática da prefeitura de Colchester para perseguir seus sonhos em uma das (futuras) maiores bandas da era do Britpop. Vale muito a pena conhecer mais aqui, e se for o caso, comprar.







