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Destaques da semana. A VIDA DE BRUXA DE ANNA GINSBURG EM LONDRES

No verão de 2021, Anna Ginsburg superou o término do namoro, não com uma dose de tequila, mas com o chá de bebê de uma amiga próxima, no dia seguinte. Foi depois desse infeliz embate que os marcos e o tique-taque do relógio começaram a consumir a diretora. De repente, “minhas melhores amigas, que estiveram comigo nas trincheiras da vida de solteira durante os nossos 20 e poucos anos, se sentiram perdidas“, diz Anna.

Esse desalinhamento – de o tapete ser puxado debaixo dela enquanto suas amigas desfrutavam de relacionamentos felizes, filhos e hipotecas – a deixou desorientada e insegura sobre quem ela realmente era. Anna diz: “Palavras invadiram minha mente — bruxa, solteirona, velha, acabada — eu não me sentia mais eu mesma. Eu era uma bruxa.” É uma associação que muitas mulheres conhecem bem. Mas as descrições históricas de bruxas sempre foram pouco agradáveis, universalmente abordadas em contos como João e Maria e Branca de Neve.

Embora as mulheres podem ser gratas por não serem mais acusadas ​​de conivência com o diabo, a palavra demonstra que, enquanto os homens são vistos como tendo valor agregado com a idade, as mulheres são desvalorizadas pela sociedade quando envelhecem. Agora, chega o novo trabalho de Anna, o curta-metragem Hag, apoiado pelo BFI, que aborda a vida de bruxa e conta com a voz de Charlotte Ritchie(Ghosts, Feel Good, Fresh Meat). Vale conferir o trailer abaixo.