A tarefa de um artista é transformar até mesmo o material, fenômeno ou objeto mais comum em algo carregado de significado. Para o artista Lee Mingwei, isso significou revisitar o arroz, um grão que, embora modesto em forma e tamanho, é parte integrante do projeto Our Labyrinth. Desde 2015, a obra performance tem sido apresentada em instituições renomadas ao redor do mundo, incluindo o Metropolitan Museum of Art de Nova York, a Tate Modern em Londres, o Centre Pompidou em Paris e o Museu de Belas Artes de Taipei.

Como grande parte da prática de Mingwei, o projeto gira em torno de temas de intencionalidade, graça e sacralidade. A performance começa com uma dançarina desenrolando uma delicada barreira de origami em volta de um monte de arroz. Uma vez removido, a dançarina espalha suavemente o arroz com uma vassoura, criando um caminho labiríntico ao redor de um determinado espaço expositivo. Embora tipicamente apresentado por dançarinos treinados, a obra não envolve uma coreografia rigorosa, se desenvolvendo espontaneamente e com a expectativa, como diz Mingwei, de que o “arroz os guie”.

Além dos movimentos ou gestos das dançarinas, muitos aspectos são cuidadosamente selecionados. Os trajes consistem em camisas sociais brancas e sarongues feitos de sedas adquiridas por Mingwei durante suas visitas ao Japão. Os artistas também usam sinos de tornozelo da Índia, que, para Mingwei, ressoam como “gelo rachando” ao deslizarem pelo chão. As vassouras também foram meticulosamente selecionadas pelo artista: “Elas são muito volumosas e macias para permitir fluidez e movimento”. Vale conhecer aqui mais sobre o artista.