Quando alguém luta para conseguir pagar as contas de cada mês, a prática artística costuma ser a última coisa em que pensa. Durante 20 anos, a artista Janice Yang enfrentou dificuldades para concluir sua graduação em Belas Artes e continuar pintando. Não foi por falta de força de vontade ou interesse — Yang não desejava nada além de ser artista.

No entanto, como sua família havia imigrado da Coreia do Sul para os Estados Unidos, seus pais precisavam de sua ajuda para administrar o pequeno restaurante japonês que possuíam. “Meu caminho para me tornar artista foi limitado pela necessidade de sobrevivência”, ela revela. “Após fracassos nos negócios da família, interrompi meus estudos duas vezes para trabalhar em tempo integral na gestão do nosso pequeno restaurante.

Quando minha mãe enfrentou problemas graves de saúde e teve de retornar à Coreia para tratamento — já que não contava com seguro de saúde nos EUA —, a responsabilidade de administrar o restaurante recaiu sobre mim. Durante duas décadas, o desgaste do trabalho físico diário consumiu meu tempo e travou minha prática artística.” Apesar das adversidades, Yang persistiu e acabou reencontrando o caminho da arte — especificamente, da pintura.

Sua obra agora combina sua herança coreana e motivos simbólicos com um estilo surrealista, utilizando óleo e acrílico, que ela desenvolveu enquanto estudava arte nos EUA. O salmão é um elemento recorrente em seu trabalho. O peixe frequentemente simboliza a busca por um lar e pelo sentimento de pertencimento, visto que a criatura é impelida a retornar ao seu local de origem. Para Yang, eles também remetem ao trabalho na cozinha de sua família. Conheça aqui mais de seu trabalho incrível.

