Do século XI até os dias de hoje, a famosa Tapeçaria de Bayeux vem contando sua incrível história. A obra de 70 metros de comprimento escapou de vários perigos ao longo do tempo. Sua existência foi marcada por períodos turbulentos, nos quais esteve ameaçada ou em sério risco de sofrer danos. Após ter sido salva diversas vezes, a tapeçaria sobreviveu e continua a revelar seus segredos até hoje.

A Tapeçaria de Bayeux provavelmente permaneceu sete séculos guardada no Tesouro da Catedral de Bayeux; depois, foi transferida para diversos locais na cidade e em outras partes da França, até chegar ao antigo Seminário de Bayeux, onde esteve em exposição desde 1983. Desde então, continua sendo uma fonte inesgotável de inspiração para cientistas e artistas de todo o mundo.

A partir de 1º de setembro de 2025, o museu foi fechado ao público e estará assim por dois anos para obras de renovação. Durante esse período, mais recentemente, a Tapeçaria foi transferida para Londres, onde poderá ser vista no Museu Britânico até julho de 2027. É bom lembrar que a peça é exibida ao público no Reino Unido pela primeira vez desde a sua criação, há quase mil anos.

Originalmente bordada na Inglaterra, mas conservada durante séculos na França, a obra narra a história da conquista normanda da Inglaterra e da Batalha de Hastings, ocorrida em 1066. O projeto do novo museu da Tapeçaria de Bayeux compreende tanto a própria tapeçaria — quanto a visitação museográfica associada.

Estão em andamento estudos para definir a melhor forma de reformular o museu nas instalações do antigo seminário, com previsão de inauguração para 2027. O projeto visa não apenas aprimorar a forma como o público conhece a obra, mas, sobretudo, melhorar sua conservação e apresentação. A condução do projeto está a cargo da Prefeitura de Bayeux e dos serviços do Ministério da Cultura da França, com o apoio do Conselho Regional da Normandia.

A iniciativa complexa e transformadora é fruto de deliberações colegiadas, interdisciplinares e internacionais de um comitê científico que reúne especialistas em conservação-restauração, arqueólogos, historiadores e historiadores da arte. Conheça aqui a obra em detalhes e mais sobre sua história. Dica de Vera Pletitsch.