Adolescentes são movidos por emoções intensas. Sentimentos frequentes e naturais como o ciúme, o medo da rejeição e a raiva surgem muito antes de os jovens terem as ferramentas necessárias para lidar com eles. E esses sentimentos podem favorecer atitudes que levam ao desrespeito e ao descontrole em relacionamentos, em especial na vida adulta.

A agência Clemenger BBDO e a “The Line” (iniciativa voltada ao público jovem da “Our Watch“, organização australiana líder na prevenção primária da violência contra a mulher) lançaram uma campanha de mudança de comportamento intitulada It Feels Like the End of the World (“Como se fosse o fim do mundo”). O objetivo é ajudar os jovens a compreender e gerenciar as emoções que estão na raiz de atitudes perigosas.

 

A campanha busca desenvolver a alfabetização emocional dos jovens e sua capacidade de lidar com os sentimentos intensos que surgem nos relacionamentos, antes que comportamentos nocivos se consolidem. Na adolescência, as emoções podem ser vivenciadas como algo verdadeiramente catastrófico. Em vez de dizer aos jovens que eles estão exagerando ou simplesmente pedir que se acalmem, a campanha acolhe a experiência deles.

A iniciativa visa reconhecer a intensidade do que eles sentem — com toda a sua carga dramática e caótica. Pequenos atritos cotidianos em um relacionamento se transformam em nuvens de mariposas, tempestades com raios e brinquedos de parque de diversões que giram sem parar; afinal, é exatamente assim que essas situações podem ser sentidas quando se está vivendo algo do tipo. Ótimo exemplo.