O governo australiano introduziu uma idade mínima de 16 anos para contas de redes sociais em dezembro do ano passado. O governo do Reino Unido está atualmente debatendo a mesma política. Seu processo de consulta sobre o aumento da idade mínima para redes sociais foi recentemente encerrado, e se espera que os ministros anunciem seus próximos passos em algumas semanas.

Um filme muito inteligente da produtora Arts & Sciences, dirigido por David Dearlove, apoia essa idade mínima. A campanha, para a Smartphone Free Childhood (SFC), um movimento popular que defende o acesso restrito a smartphones por idade, visa mobilizar famílias, escolas e legisladores para apoiar sua causa e criar mudanças culturais e políticas significativas.

O filme, criado pro bono, não é um projeto de serviço público didático e baseado em estatísticas. Em vez disso, leva o público de volta a uma locadora de vídeos dos anos 1990, onde um pai observa o funcionário da loja fazer sugestões terríveis de vídeos para assistir no fim de semana – de influenciadores da manosfera a manuais sobre transtornos alimentares.

Ou seja, as mesmas sugestões e tipos de conteúdos que crianças e adolescentes encontram online hoje em dia sem a supervisão dos pais. A ideia é levar os espectadores a refletir sobre como chegamos a aceitar passivamente esse conjunto nocivo de conteúdos que os jovens consomem online hoje em dia. E utilizando um cenário relevante para os adultos. Ótimo exemplo.