Observe os objetos ao seu redor: móveis, carros, portas, lixeiras, escadas, corrimãos, campainhas, maçanetas, janelas. Você gosta da aparência deles ou não? O design moderno se tornou chato na maioria dos casos, mas não precisa ser assim. A palavra “belo” é usada em excesso. Não precisamos de luminárias, pontos de ônibus e bebedouros “bonitos” — precisamos apenas de luminárias, pontos de ônibus e bebedouros que sejam interessantes, que realmente signifiquem alguma coisa.

No mínimo, precisamos que os detalhes de nossas cidades e casas não sejam monótonos A estética da arquitetura e do design urbano não é apenas um bônus; eles mudam completamente a forma como pensamos, sentimos e nos comportamos. Ambientes chatos nos deixam mais estressados e menos produtivos; eles corroem nosso senso de comunidade; nos deixam mais tristes, menos confiantes e mais solitários. Um mundo chato é aquele em que passamos ainda mais tempo online e onde nossos vícios são ainda mais difíceis de combater.

Há um sentimento generalizado de insatisfação; com este filme e a série documental que ele dará origem, queremos investigar esse sentimento e colocar foco nessa realidade. A questão não é retornar ao passado ou nos livrar do modernismo. Se trata de aprender com o passado para melhorar o presente e dar ao público o que ele claramente deseja, que não é a erradicação do modernismo, mas a coexistência do modernismo E do tradicionalismo. Essa é o texto de descrição do curta The Modern World, criado e apresentado por Sheehan Quirke. Vale muito conferir.

