A obra colorida e rica em camadas de Carmen Lomas Garza garantiu a ela um lugar no panteão dos grandes artistas chicanos. Suas composições vibrantes retratam cenas que parecem familiares para aqueles de ascendência mexicana. Contudo, por trás da aparência de reuniões familiares e pessoas dedicadas ao trabalho, se revelam histórias de identidade, resiliência e sobrevivência.

Esse sentimento está no cerne de “Carmen Lomas Garza: Picturing the Familiar” (“Carmen Lomas Garza: Retratando o Familiar“), uma retrospectiva inaugurada recentemente no The Cheech Marin Center for Chicano Art & Culture, parte do Riverside Art Museum. Abrangendo mais de 50 anos de trajetória artística, a exposição explora a habilidade aguçada da pintora em transformar experiências pessoais em emoções universais, bem como sua influência na arte chicana e norte-americana.

Para isso, a curadora Alana Hernandez articulou uma rede criativa mais ampla, apresentando as pinturas de Lomas Garza ao lado de obras de outros 17 artistas que se inspiraram ou foram influenciados pelo legado da artista. Afinal, se existe um fio condutor em todo o portfólio de Lomas Garza, é a ideia de que a comunidade é o principal pilar de apoio e resistência. Ao encerrar sua passagem pelo sul da Califórnia, a mostra seguirá para o El Paso Museum of Art, onde será inaugurada no outono de 2027. Conheça aqui mais sobre a artista.