Cada vez mais, os algoritmos estão ensinando aos jovens o que significa ser homem. E isso pode conduzir esses jovens por caminhos online prejudiciais e, por vezes, extremos. A campanha “Algorithm Sickness” (Doença do Algoritmo) — uma iniciativa da White Ribbon (o maior movimento mundial de engajamento de homens e meninos na prevenção da violência de gênero), visa combater as influências misóginas.

Em parceria com sua agência criativa, a Broken Heart Love Affair — a iniciativa desafia o algoritmo em seus próprios termos. Em vez de apenas alertar os jovens sobre os perigos das redes sociais, a campanha os incentiva a remodelar ativamente seus feeds, interagindo com conteúdos mais saudáveis ​​e oferecendo ferramentas práticas para reconhecer, bloquear e combater influências nocivas.

A campanha parte do fato de que as plataformas sociais são projetadas para aprender o que mantém as pessoas engajadas, oferecendo continuamente mais daquilo que captura sua atenção. Para jovens que buscam definir sua identidade e seu senso de pertencimento, isso pode significar a exposição a conteúdos que exploram inseguranças, promovem a dominação e reforçam atitudes odiosas e misóginas.

A pesquisa “Boys Are At Risk” (Meninos em Risco), da White Ribbon, revelou que 80% dos educadores já presenciaram atitudes misóginas em sala de aula. Assim, a campanha convoca os homens — e a toda a sociedade — a “tratar” ativamente nossa “doença do algoritmo” em canais sociais, mídia digital externa (DOOH) e vídeos, substituindo por conteúdos positivos fundamentados na força, na empatia, na integridade e em relacionamentos saudáveis. Ótimo exemplo.