Já faz muito tempo que os jovens não pegam o telefone para conversar. Os primeiros usuários compulsivos de mensagens de texto foram os Millennials. No entanto, a One New Zealand — provedora de serviços de internet e telefonia móvel — e a agência McCann New Zealand reconhecem as vantagens da conversa “falada” e resolveram investir na causa.

Os parceiros decidiram focar na mais recente geração de usuários que não largam as mensagens de texto: a Geração Z. A campanha, intitulada “Misinterpreted” (Mal-interpretado), destaca a ambiguidade das mensagens de texto e incentiva os neozelandeses a se conectarem à moda antiga: pegando o telefone. A campanha aborda as mudanças nas normas sociais e as diferenças geracionais.

Com pesquisas indicando que 25% das pessoas entre 18 e 34 anos nunca atendem o telefone, 70% preferem mensagens de texto e 81% sentem ansiedade ao fazer ligações, a McCann aproveitou a oportunidade para convidar os neozelandeses a redescobrir o valor de uma chamada telefônica tradicional. A criação da campanha destaca as mensagens, emojis e frases que usamos no dia a dia, expondo os significados extremamente variados que podem carregar.

Desde um simples “joinha” ou um “k” seco e rude, até o confuso “tudo bem se não der” ou a expressão geracionalmente ambígua “dying” (será que a pessoa precisa de uma ambulância ou acabou de contar uma piada ótima?). A mensagem da iniciativa de que o tom e o contexto podem se perder em um contato, deixando dúvidas, é transmitida por meio de peças simples de mídia exterior (OOH) e impressa. Simples e bem legal.

