O artista contemporâneo Richard Nadler vive e trabalha em Munique, na Alemanha, criando imagens de camadas ricas que diluem as fronteiras entre a arte gerada por IA, o artesanato têxtil e a prática artística tradicional. De interiores domésticos vibrantes a florestas psicodélicas e samurais revestidos de cromo, o profissional cria mundos que parecem, simultaneamente, digitais e tangíveis.

Nadler deixou para trás sua carreira na área de finanças, no setor bancário de Londres, para se dedicar à sua nova atividade, seguindo os passos de seu avô e de sua mãe, ambos pintores. Seu pai, um ávido colecionador de arte africana, levou Nadler em muitas viagens ao Japão. Essa influência transparece em suas obras.

Sua coleção de 2023, “Yamabushi Horizons“, evoca as montanhas ondulantes do Japão por meio de formas e traços inspirados em visitas feitas na infância; já sua coleção de 2025, “See No Evil, Hear No Evil, Speak No Evil“, retrata três mulheres em trajes tradicionais japoneses interagindo com objetos tecnológicos, buscando explorar “a tecnologia como ferramenta e como gaiola“.

Nadler utiliza seus próprios modelos para gerar arte via IA com tamanha complexidade que dá a sensação de ser possível atravessar a tela e tocar na cena — algo que ele observou os visitantes fazendo em suas exposições. Foi então que ele começou a incorporar o bordado à sua prática, acrescentando um elemento tátil e de textura.

Muitas de suas coleções estão disponíveis como peças bordadas em grande escala produzidas pela Maison Vangart, um estúdio de design têxtil. Não tem como não se impressionar com suas composições, suas cores e seu cuidado nos detalhes. Conheça aqui todo seu trabalho.