Em 2024, o fotógrafo Daesung Lee, radicado em Paris e na Coreia, começou a fotografar sua mãe durante suas visitas à cidade natal, na Coreia. Vestida de vermelho vibrante e adornada com criaturas marinhas cintilantes, a dupla criou a série “Nirvana” — um trabalho que contempla as “muitas vidas” que sua mãe vivenciou.

Por meio dessas composições alegres, nas quais sua mãe, seu pai e outras pessoas de sua geração brincam com motivos e cores do país, Lee cria uma obra que reflete sobre a história da Coreia ao mesmo tempo em que “avança para a próxima etapa da vida”. Após mais de uma década na França, Lee começou, em 2024, a retornar à Coreia por períodos mais longos.

Ele teve a ideia de documentar os momentos compartilhados com a família e, depois de muitas conversas com a mãe sobre a vida dela, ela se tornou sua colaboradora criativa. Naturalmente, a fotografia era apenas o meio; ele ressalta que a intenção por trás de Nirvana era criar “uma memória compartilhada” por meio do processo de criação.

“Eu queria que criássemos algo que, mesmo quando chegasse o momento de nos despedirmos um dia, pudéssemos recordar com um sorriso“, revela Lee. “Por isso, não queria abordar o projeto de maneira séria ou solene. Em vez disso, pensei nele como uma espécie de brincadeira que pudéssemos aproveitar juntos.” Sua mãe é uma modelo nata. Com uma naturalidade descontraída, ela voa entre as estrelas, posa no jardim e deixa suas pernas — comicamente longas — balançarem do telhado.

Sobre a desenvoltura dela diante da câmera, Lee comenta como essa abordagem lúdica transparece através da lente. “Para nós, o processo era mais importante do que o resultado final; por isso, ficar diante da câmera nunca pareceu um fardo. Era muito parecido com crianças brincando de se fantasiar: algo livre, imaginativo e cheio de alegria.” Conheça aqui o projeto do artista.

