Nos dias de hoje, o distanciamento parece ser mais valorizado do que o afeto, sendo este último considerado constrangedor e até evitado por uma parte das novas gerações. Mas somos todos humanos e não há como negar que todos nos beneficiamos do toque e do cuidado —com inúmeros e diversos estudos comprovando isso.

“Em um momento como este, preencher o espaço público com gestos de cuidado e carícias quase começa a parecer um ato subversivo“, afirma o Luzinterruptus, um coletivo de arte anônimo de Madri. O grupo se posiciona com uma instalação intitulada Caressing Zone (Zona de Carícias), trazendo algo considerado íntimo e privado para o espaço público.

O coletivo, conhecido por usar a luz para contar histórias, geralmente trabalha iluminando objetos por dentro. Para esse novo projeto, a equipe suspende centenas de braços translúcidos em uma grande estrutura de treliça ou andaime. Os braços são feitos de tecido branco translúcido, semelhante ao material usado em meias femininas.

O vento move os elementos, fazendo com que rocem em quem passa pelo espaço — mas abraçar também é incentivado. “O vento nunca move os braços exatamente da mesma maneira, então a obra de arte está em constante reação ao ambiente e aos corpos que passam por ela”, dizem os artistas. Vale a pena dar uma olhada.

