Num momento em que o design se afasta cada vez mais da funcionalidade rígida e pragmática em direção à emoção, à tactilidade e à experiência corporal, a exposição “Iris Van Herpen: Sculpting the Senses” (Iris Van Herpen: Esculpindo os Sentidos), da inovadora designer e estilista holandesa, propõe a moda como um sistema vivo e responsivo.

Apresentada no Brooklyn Museum, a exposição explora como a suavidade pode operar não como fragilidade, mas como uma força transformadora – um movimento que dissolve as fronteiras entre corpo, tecnologia, natureza e imaginação. Transitando entre escalas microscópicas e cósmicas, a obra da designer convida os visitantes a um ambiente onde a moda se torna um meio para a empatia, a transformação e a percepção.

Água, ar, anatomia e energia são elementos recorrentes na mostra, enfatizando a relação porosa entre o corpo humano e os ecossistemas que o cercam. Nesse contexto, a suavidade emerge tanto como uma linguagem estética quanto como uma estrutura conceitual – sugerindo adaptabilidade, vulnerabilidade e interdependência num mundo em rápida transformação.

Originalmente desenvolvida pelo Musée des Arts Décoratifs de Paris e agora fazendo sua estreia na América do Norte, a exposição estará em cartaz de 16 de maio a 6 de dezembro de 2026 e posiciona a prática de van Herpen na interseção entre o artesanato da alta-costura, o design especulativo e a experimentação sensorial. Em vez de apresentar a moda apenas como espetáculo, ela se torna uma forma de sentir o futuro. Conheça aqui mais sobre a profissional.

