Para o fotógrafo Tom Rae, a paciência é fundamental. Cada vez que o astrofotógrafo sai para registrar o céu noturno, ele aceita que a preparação será demorada e que as condições climáticas são tão imprevisíveis quanto o próprio universo. Mesmo assim, seu portfólio é repleto de horizontes que explodem em tons de vermelho carmesim e verde jade; montanhas nevadas que emolduram constelações florescendo na noite; e céus repletos de estrelas cadentes e nebulosas encantadoras.

“A astrofotografia me obrigou a desacelerar e ser paciente, esperando pelas condições ideais do céu e, às vezes, saindo de mãos vazias”, revela Rae. “Essa disciplina moldou a maneira como abordo toda a minha fotografia hoje, mas não consigo me livrar daquela curiosidade e admiração que ainda me fascinam quando estou fotografando.”

Além da paciência, a curiosidade é claramente outro elemento-chave na prática do trabalho de Rae. Aliás, ele se interessou por essa área justamente por sua fascinação pelo céu noturno — e por seu apetite insaciável por compreender tudo sobre ele. “Percebi que as câmeras conseguiam ver muito mais do que o olho humano”, explica Rae.

“Muitas das minhas primeiras noites de astronomia foram dedicadas a usar a câmera como uma ferramenta para enxergar o que não era totalmente visível a olho nu. Isso foi crucial na minha jornada de dedicação a essa arte.” Sua dedicação é palpável em todas as suas imagens, que recompensam um olhar paciente e atento.

Nessas fotografias, o universo se torna mais familiar, mais detalhado, nos incentivando a observar cuidadosamente cada estrela, cordilheira, montanha e riacho. Essa sensação de exploração é exatamente o que Rae espera inspirar, considerando sua própria relação com o mundo natural. Um espetáculo que vale a pena vir aqui para conhecer mais.

