Como a maioria das pessoas, senão todas, a ilustradora e animadora Lily Shaul não gosta de lesmas. Isso, no entanto, não impediu a curiosidade da artista sobre um mundo onde elas são uma espécie completamente inevitável – não apenas as criaturas moles que evitamos esmagar na chuva – mas algo um pouco mais permanente, como, por exemplo, uma parte do corpo.

Essa foi a ideia por trás de seu curta de animação “The Slug Finger“: uma sequência surreal desenhada à mão com uma reviravolta perturbadora (o dedo da protagonista realmente se transforma em uma lesma). O curta cria uma série de situações engraçadas que surgiriam logicamente de ter uma lesma como dedo – afinal, é uma solução bastante útil para selar cartas, mas não o acessório mais atraente para um encontro.

Assim como em “The Slug Finger”, muitas das animações de Lily têm começos bastante “mundanos”, como ela mesma revela, mas aos poucos se transformam em “jornadas engraçadas, estranhas e mágicas, distorcendo a normalidade em algo inesperado“, como em “Teeth Time“, outro curta da artista que subverte o ato tedioso de escovar os dentes, reimaginando o ralo como um portal para outro universo.

 

Desenhando essas histórias quadro a quadro, Lily adora construir mundos inteiros de personagens imaginativos e sobrenaturais, que a inspiram a animar de maneiras inusitadas: “Adoro criar movimentos fluidos, instáveis ​​e exagerados“, diz ela. “Animo digitalmente, mas estou sempre criando coisas com as minhas mãos e usando materiais reais. Adoro a textura e a imediaticidade dos lápis de cor e da guache, a cor vibrante e plana da serigrafia e o uso do bordado para transformar meu trabalho em 3D.” Acesse aqui para conhecer mais da artista.