Quando a fotógrafa Éva Szombat, radicada em Budapeste, viu a moda de sua infância ressurgir em 2017, ela lecionava fotografia na Universidade de Arte e Design Moholy-Nagy. Pelo campus, ela observava jovens estudantes vestidos como seus pais nas décadas de 1980 e 1990, e percebeu que pessoas que nunca viveram naquela época eram apaixonadas por seus objetos e roupas, sentiam “nostalgia por um tempo que nunca experimentaram.”

Era um eco do passado e, agora, a artista decidiu reunir a curadoria desse delírio nostálgico do presente. O objetivo do projeto é a repetição, ou, como Éva define: “a ideia de que tudo que nos rodeia já foi experimentado uma vez, que o que outros valorizam já foi nosso objeto de uso e que o que um dia teve grande significado é devorado pela instituição da nostalgia e reproduzido como uma cópia.”

É uma ideia popularizada por Jean Baudrillard e, posteriormente, por Mark Fisher, que descreveu o presente como “eterno”, nunca progredindo de fato devido a um fascínio cultural pela nostalgia. É uma espécie de passado “reduzido a micro-ondas”. “Echo In Delirium trata principalmente da cultura de objetos e do design das décadas de 1980 e 1990, quando a região da Europa Oriental passou do socialismo (na cultura ocidental, costuma-se chamar de comunismo) para o capitalismo”, afirma Éva. Conheça aqui mais sobre o projeto.












