No verão de 2021, Anna Ginsburg superou o término do namoro, não com uma dose de tequila, mas com o chá de bebê de uma amiga próxima, no dia seguinte. Foi depois desse infeliz embate que os marcos e o tique-taque do relógio começaram a consumir a diretora. De repente, “minhas melhores amigas, que estiveram comigo nas trincheiras da vida de solteira durante os nossos 20 e poucos anos, se sentiram perdidas“, diz Anna.

Esse desalinhamento – de o tapete ser puxado debaixo dela enquanto suas amigas desfrutavam de relacionamentos felizes, filhos e hipotecas – a deixou desorientada e insegura sobre quem ela realmente era. Anna diz: “Palavras invadiram minha mente — bruxa, solteirona, velha, acabada — eu não me sentia mais eu mesma. Eu era uma bruxa.É uma associação que muitas mulheres conhecem bem. Mas as descrições históricas de bruxas sempre foram pouco agradáveis, universalmente abordadas em contos como João e Maria e Branca de Neve.

Embora as mulheres podem ser gratas por não serem mais acusadas ​​de conivência com o diabo, a palavra demonstra que, enquanto os homens são vistos como tendo valor agregado com a idade, as mulheres são desvalorizadas pela sociedade quando envelhecem. Agora, chega o novo trabalho de Anna, o curta-metragem Hag, apoiado pelo BFI, que aborda a vida de bruxa e conta com a voz de Charlotte Ritchie (Ghosts, Feel Good, Fresh Meat). Vale conferir o trailer abaixo.