Apesar de trabalhar predominantemente com fios, Chiharu Shiota quer deixar claro: suas obras devem ser lidas como pinturas, não como teias de aranha. Para a artista japonesa, fios são pinceladas, e suas instalações monumentais são telas delicadamente pintadas e suspensas no ar. “Quando finalmente comecei a usar fios “, revelou Shiota em uma entrevista recente, “senti que havia encontrado meu próprio material. Pude expressar minhas emoções.” Essas emoções geralmente giram em torno de conexão, memória e, como sugere a mais recente exposição individual da artista, o vazio.

Agora em exibição no Red Brick Art Museum em Pequim, a mostra Chiharu Shiota: Silent Emptiness abrange diversas instalações, incorporando materiais locais e, talvez mais importante, levantando questões que há muito preocupam a artista. Ao longo de sua carreira, ela frequentemente considerou a relação entre presença e ausência, especialmente em sua relação com tradições orientais como o budismo e o taoísmo.

Silent Emptiness (Vazio Silencioso) aprofunda os estudos de Shiota, postulando o vazio não apenas como tangível, mas também notavelmente tátil. Mesmo em salas tão vastas que parece quase impossível preencher, a profissional manobra com maestria o fio por pisos, paredes e tetos, apontando o que permanece vazio e o que foi coberto. Vale muito a pena conhecer aqui mais do trabalho impressionante da artista.










